terça-feira, 27 de novembro de 2007

Leite magro com esteróis vegetais eficaz na redução do colesterol

Cada vez mais os nomes "esteróis vegetais", "fitoesteróis" e "redução do colesterol" se associam em publicidades da televisão e nos media. Numa altura em que a preocupação com a redução do colesterol aumenta, apresentamos um estudo recente realizado com leite magro com esteróis vegetais, retirado do site www.spnutric.com, da Socieda Portuguesa de Nutrição Comunitária.


"13 de Novembro de 2007

A incorporação de fitosteróis em leite magro fermentado é eficaz na diminuição dos níveis de LDL-colesterol em indivíduos com hipercolesterolémia moderada, revela um novo estudo Francês, publicado na American Journal of Clinical Nutrition.Boris Hansel e colaboradores, do Hôpital de la Pitié, Paris, verificaram que o consumo diário de leite magro contendo 1,6g de fitosteróis reduziu os níveis de LDL-colesterol em 8% após seis semanas.

O estudo tem implicações para a indústria de esteróis vegetais uma vez que, embora alguns alimentos com baixo teor ou isentos de gordura contendo fitosteróis estejam disponíveis no mercado, alguns estudos têm sugerido que a actividade redutora do colesterol está reduzida em tais formatos.


Os fitosteróis, moléculas semelhantes ao colesterol derivadas de plantas, são bem conhecidos pelos consumidores devido à sua capacidade, cientificamente comprovada, em reduzir os níveis de colesterol.

Vários ensaios clínicos em condições controladas têm revelado que o consumo diário de 1,5 a 3g de fitosteróis/fitostanóis nos alimentos reduz os níveis de colesterol total em 8-17%, representando uma redução significativa do risco de doença cardiovascular. No entanto, a maioria dos estudos focou-se em produtos com elevado teor de gordura como transportadores dos esteróis.

“O consumo diário de 1,6g de esteróis vegetais em leite magro fermentado reduziu eficazmente o LDL-colesterol em indivíduos com hipercolesterolémia moderada sem efeitos deletérios nos biomarcadores de stress oxidativo”, concluíram os investigadores.""

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition, Sept 2007, 87(3): 790-796.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Milho transgénico

"Agricultores protestam contra milho transgénicoAgricultores e ambientalistas manifestaram-se, ontem, em Lisboa, contra o cultivo de milho modificado geneticamente, que consideram uma ameaça à agricultura tradicional e à saúde dos consumidores. Num protesto seguido atentamente pelos pombos, no Terreiro do Paço, agricultores de vários pontos do país "semearam" milho não transgénico pela praça e ofereceram a quem passava vinho e broa feita com "a última colheita portuguesa de milho não contaminado". A Plataforma Transgénicos fora do Prato inclui várias associações ambientalistas como a Quercus, Geota e Liga para a Protecção da Natureza, além da Confederação Nacional dos Agricultores (CNA). Os promotores da manifestação querem que o Governo aplique "uma moratória ao cultivo de transgénicos em Portugal", acusando a regulamentação actual (que prevê a coexistência entre milho modificado e milho natural com uma distância de segurança) de ter sido "feita à pressa" e sem condições para controlar a coexistência. Apesar de instalados em frente ao Ministério da Agricultura, os cerca de 20 manifestantes limitaram-se hoje a "chamar a atenção da opinião pública" para o milho transgénico, como disse à Lusa o agricultor João Vieira, do Cadaval. "Uma espiga (de milho transgénico) é uma arma na mão das multinacionais que pode ser usada contra os povos", afirmou. "

In Jornal de Notícias (Quarta-feira, 22 de Junho de 2005)







O milho é um exemplo da manipulação de espécies pelo Homem, sendo utilizado tanto pelos defensores quanto pelos opositores dos transgénicos. O milho cultivado pelos índios mal lembra o milho actual: as espigas eram pequenas, cheias de grãos faltando, e boa parte da produção era perdida para doenças e pragas. Através do melhoramento genético, o milho atingiu sua forma atual.
Os defensores dos transgénicos utilizam este exemplo para dizer que a manipulação das características genéticas de vegetais não é novidade, e já foi feita anteriormente, com muito menos controle do que actualmente. Os opositores dos transgénicos utilizam o mesmo exemplo para defender que há alternativas para a manipulação directa dos genes de espécies vegetais, técnica à qual se opõem.
Nem sempre as remessas de milho importado dos Estados Unidos chegam aos países da América Latina com rotulagem indicando isso aos consumidores. Apesar disso, pesquisas mexicanas indicam que a contaminação do milho nativo pode ter sido causada pela polinização acidental, que talvez tenha ocorrido também em outros países centro-americanos.
Em relatório recentemente divulgado, notificou-se que determinado tipo de milho transgénico causou alterações no
sangue e rins menores.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Hungry Planet


"Trinta famílias em vinte e quatro países são abordadas no livro Hungry Planet, do fotógrafo Peter Menzel. A obra é um estudo fotográfico que mostra com detalhes o que várias famílias ao redor do mundo consomem ao longo de uma semana.

O contraste é assustador. Os valores gastos por família variam de $1,23 por uma família do Chade, país centro-africano, até $500, gastos por uma família alemã. Hungry Planet foi vencedor dos prêmios James Beard Cookbook of the Year (2006) e Harry Chapin Media Award (2005) e chegou à final do IACP Cookbook Award (2006)."

Na América:


Na China:



quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Quais são as estratégias utilizadas pela indústria na comunicação dos alimentos?

A estratégia utilizada difere consoante o tipo de produto alimentar que se quer comunicar. Por exemplo, um alimento que contribua benéficamente para a saúde é comunicado de forma diferente de um que se destine simplesmente a proporcionar uma sensação de prazer.
Neste tipo de comunicação, há que tentar concretizar certos objectivos como dar a conhecer as características do produto como seus efeitos no consumidor e também o seu modo de utilização de maneira que este seja eficaz. Do mesmo modo deve-se tentar fazer gostar do produto como por exemplo associá-lo a mascotes, personalidades, de modo a tornar a marca apelativa. É também importante fazer agir sobre o alimento, ou seja, incentivar as pessoas a usar o produto, dá-lo a conhecer à população de modo a torná-lo mais próximo e acessível.
Deste modo, consoante o produto que se comunica estes objectivos podem ser utilizados de modo diferente, de acordo com a "personalidade" do produto.


Iogurte Activia da Danone com Bifidus Acti regularis

Neste caso são fixados prazos de eficácia do produto bem como os seus efeitos positivos no organismo do consumidor.

Coca-Cola e o Pai Natal

Neste anúncio, reflecte-se o modo como a marca sempre foi associado ao longo dos anos à figura carismática do Pai Natal.

Adoçante Espiga para culinária 0% açúcar


Nesta publicidade, a marca incentiva o público à utilização do produto, fazendo-o agir ao fornecerem receitas e sugerindo vários modos de utilização.

Não reprima os seus desejos pois estes tornam-se cada vez mais fortes!!



Publicidade de uma marca de atum japonesa.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Como se pode posicionar o nutricionista que comunica sobre ciência?

Tal como qualquer outra pessoa que comunique a uma população deve sempre adaptar a sua forma de comunicar às pessoas a quem se dirige, tendo sempre em conta a informação que têm sobre o assunto, o seu interesse pelo assunto e outros factores.
O papel do nutricionista nem sempre é imparcial. Para tomar a melhor decisão sobre como agir o nutricionista deve adoptar estratégias de modo a exercer a sua função, esclarecendo as pessoas sobre alimentação saudável, mas também tendo em conta outros factores, tanto políticos, económicos como sociais. Isto é importante para que este consiga ser confiável por parte da população e ao mesmo tempo consiga cumprir as suas funções como profissional.

Nos vários ramos da actividade de nutrição, os profissionais tomam posições diferentes para fazer chegar a sua mensagem. Por exemplo, um nutricionista clínico informa de maneira directa o seu público alvo, enquanto que um que trabalhe na indústria terá de se colocar em duas posições, tentando comunicar o que sabe sobre nutrição mas não fugindo aos princípios de mercado e da empresa.
Deste modo, ser nutricionista implica saber fazer uso e adaptar-se à ciência.

Quais os objectivos de quem produz ciência?

As constantes alterações a que assistimos no dia-a-dia leva a que a ciência e quem a produz tenha a necessidade e o dever de se actualizar constantemente para as conseguir acompanhar. Como tal, os profissionais ligados à ciência devem ser objectivos, concisos, fundamentados e devem procurar ser claros e coerentes aquando da comunicação com as pessoas que podem não estar directamente dentro do assunto.
O conhecimento é produzido com o objectivo de criar informação já existente ou mais profunda sobre determinados assuntos de modo a ampliar o conhecimento do resto da população e facilitar o processo decisional da sociedade em geral, desde os consumidores, politicos, autoridades económicas até mesmo outros cientistas.
A ciência assume assim um papel fulcral na consciência das pessoas antes da tomada de decisões e posições.